Porque há um excesso de céu nos olhos seus

 

 

 

porque há um excesso de céu nos olhos seus deixei amanhecer páginas em branco sobre a neve para te conhecer. porque há um excesso de céu nos olhos seus todos os nomes do amor escrevi para te esquecer.

porque há um excesso de céu nos olhos seus noite a noite tenho que te perder em tudo que for preciso. porque há um excesso de céu nos olhos seus entendi que para as magnólias só o sentir tem sentido.

porque há um excesso de céu nos olhos seus de manhã li lírios em teus delírios. porque há um excesso de céu nos olhos seus de tarde vi verdade nas violetas.

porque há um excesso de céu nos olhos seus sei que se temos uma crise depois temos crisântemos. porque há um excesso de céu nos olhos seus ontem enterrei todos os cadáveres das flores que a florista não quis.

porque há um excesso de céu os olhos seus ignorei rasguei todas as cartas que o outono me mandava. porque há um excesso de céu nos olhos seus agora o inverno jamais irá saber meu endereço outra vez.

porque há um excesso de céu nos olhos seus um telefonema me despertou no meio da noite. era a primavera apreensiva e ofegante. uma primavera repleta de relógios hesitantes.

porque há esse excesso de céu nos olhos seus um telefonema me despertou no meio da noite no meio da manhã no meio da tarde. era a primavera. e eu disse

sim.

Fernando Koproski

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