Do que precisamos? (parte 1)

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Perusta é a palavra finlandesa que significa literalmente: base ou alicerce de uma edificação, também podendo qualificar a base ou alicerces morais de uma pessoa.

Tive um avô que me impactava tremendamente pela fé inabalável na vida.Para ele, a vida sempre valia a pena ser vivida com o sentimento de vitória sobre os medos, limitações e ansiedades.Quando chegava o desânimo, lembrávamos do vovô: “Persevere! No final, tudo passa e a gente supera.”

Não se trata apenas do que está no coração de mitos, provérbios, clichês, epigramas e parábolas. Não é ufanismo barato. É uma questão de escolha.Como escreveu (e já citei aqui no Timilique!) David Foster Wallace:

“Na trincheira do dia-a-dia, não há lugar para o ateísmo. Não existe algo como “não venerar”. Todo mundo venera. A única opção que temos é decidir o que venerar. E o motivo para escolhermos algum tipo de Deus ou ente espiritual para venerar – seja Jesus Cristo, Alá ou Jeová, ou algum conjunto inviolável de princípios éticos – é que todo outro objeto de veneração te engolirá vivo. Quem venerar o dinheiro e extrair dos bens materiais o sentido de sua vida nunca achará que tem o suficiente. Aquele que venerar seu próprio corpo e beleza, e o fato de ser sexy, sempre se sentirá feio – e quando o tempo e a idade começarem a se manifestar, morrerá um milhão de mortes antes de ser efetivamente enterrado…

Ao venerar o poder, você se sentirá fraco e amedrontado, e precisará de ainda mais poder sobre os outros para afastar o medo. Venerando o intelecto, sendo visto como inteligente, acabará se sentindo burro, um farsante na iminência de ser desmascarado. E assim por diante.

O insidioso dessas formas de veneração não está em serem “pecaminosas” – e sim em serem inconscientes. São o tipo de veneração em direção à qual você vai se acomodando quase que por gravidade, dia após dia. Você se torna mais seletivo em relação ao que quer ver, ao que valorizar, sem ter plena consciência de que está fazendo uma escolha. “

É disso que devo me lembrar.Fundamentos, base, sentimentos que movem a caminhar e realizar sonhos.Peneiramos crenças, reaprendemos conceitos,refazemos escolhas e idéias todos os dias,erramos,pedimos perdão quando dá, nem sempre consertamos.Já fizemos  algumas coisas.Outras não. Ainda estamos aprendendo a amar, que é o que permanece.

Do que precisamos : perusta.

HBP

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